quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Reveillon - Feliz Ano Novo!

Eis que estamos nós perante o nascimento de um novo ano. Chamem a parteira porque 2011 está nascendo! Tragam logo um padre para que 2010 receba seus últimos sacramentos porque ele tá prontinho pra empacotar.

Já é quase Reveillon. Esta festa afetada que traz a premissa de que um novo tempo irá se iniciar e tudo será diferente.

Cronos, senhor dos tempos, deve estar gargalhando em seu trono atemporal. Os mortais enxergam no simples passar de um ano pro outro uma chance de renovação. Esquecem que o próprio tempo é uma invenção humana, os anos são o tempo fatiado, como escreveu Carlos Drummond de Andrade.

E então chegamos no dia 31 de Dezembro. É chegada a hora da catarse. Em um simples processo de reciclagem frustrações passadas recebem, ao badalar da meia noite, entre fogos de artifício e brados de vivas, o fulgor borbulhante de novas esperanças!

Renovados pelo sopro da mitológica Fênix, nos reerguemos das cinzas do ano que findou, e rejuvenescidos em espírito partiremos para a batalha titânica pelos nossos sonhos.

E não se preocupem se a batalha for perdida! As Valquírias nos buscarão para um banquete no Valhala!

A virada de ano é a chance que temos para compreendermos melhor esse livro da vida. As páginas diante você, não interessa se é Reveillon, Natal, Carnaval, Páscoa ou até primeiro de Abril, estão sempre em branco. Cabe a você a decisão de como usar essas páginas em branco. Vai olhar pra trás e copiar? Ou vai escrever coisas novas???

Sem mais para o momento,

FELIZ ANO NOVO!!!

Ps.:
Agradecemos a colaboração de:
O grande mestre Ogro: Rodrigogro, que colaborou na elaboração desta bostagem.
O grande mestre Ogro: The D, pela paciência.
A grande mestra Karinogra: Por me aturar por quase um ano pedindo pra ela ler as bostagens deste blogro.


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Rádio Nacional de Ogroland apresenta: Beatallica - Hero Of The Day Tripper

Tocar Beatles como se fosse o Metallica...juntar os dois nomes de forma bizarra e batizar uma banda de Beatallica. Mas que coisa mais tosca!
É tosco? É Ogro!!!

domingo, 26 de dezembro de 2010

A Fruta II - A bobagem continua

Depois do sucesso da bostagem da fruta favorita das ciganas, que causou tanto frisson que quase atentaram contra a integridade física deste ogro, resolvi divulgar a fruta favorita de outra amada classe, os churrasqueiros!

sabe qual é a fruta favorita deles? Sabe? Sabe?

O açaí!!!

Por que???

Porque chega no churrasco o povo pega as alcatras, as picanhas, as mussarelas e as asinhas, jogam pra eles e falam:

- Toma! Assa aí.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Chegou o Natal!

Aqui em Ogroland, por sermos um território totalmente laico, desprovidos de crenças religiosas de qualquer espécie, não comemoramos essa data, mas em nossas andanças por outros territórios notamos que em vários locais existe uma festa, chamada Natal, que ocorre dia 25/12, em que as pessoas trocam presentes.

Pelo que notamos em nossas observações, o tal Natal é tipo um aniversário coletivo, mas todo mundo comemora o nascimento de uma pessoa só, que é filho de alguém importante demais, mas muito importante mesmo.

O estranho é que apesar de comemorar o aniversário dessa pessoa, todo mundo só troca presentes entre si!!! Ele mesmo não ganha presente não, coitado!!! Ninguém da presente para o aniversariante! Ele fica chupando dedo! Junta-se cada família para um canto, trocam os presentes e nada pra quem faz o aniversário! Acho que nem se lembram dele.

E tem mais! Olha que festa de aniversário esquisita. Tem uma pessoa responsável por entregar o presente de todo mundo! Eu disse todo mundo mesmo, não foi uma hipérbole não! O tal entregador, que também é um fabricante que explora duendes em suas fábricas (depois falam da China), chama-se Papai Noel.



Observamos em nosso trabalho investigativo que esse Papai Noel, apesar do papai no nome, não é o pai do tal aniversariante. Pelo que me parece ele é bígamo, safado e ninfomaníaco! Um taradão mesmo!!!! Fui em um lugar chamado shopping, onde tem montes de lojas pro pessoal comprar presentes pro aniversário do Jesus (lembrei o nome), e vi esse Papai Noel, que é bem velhinho, com duas moças do lado, com idade para ser tataranetas dele, com uma sainha de fazer corar qualquer dançarina de axé. Tais moçoilas, abastadas de saúde exuberante, são chamadas de Mamãe Noel, donde concluímos, são as mulheres desse velho safado e dissimulado que finge amar as criancinhas para pegar garotas semi-adolescentes. Uma vergonha!

Assistindo a TV, entretanto, descobrimos que o Natal é todo voltado para esse tal de Papai Noel aí, o velho tarado. Ele aparece em todas as propagandas da TV, sempre muito sorridente (também, com aquelas Mamãe Noel não vai sorrir porque?), e tem mais moral que o próprio aniversariante!!!

Sim, meus ogros leitores!!!! Pasmem!!! Para cada 250 menções ao tal Papai Noel eu vi 0, 76 citações ao Jesus, que conforme fui informado nem nasceu no dia 25/12 mesmo!!! Comemora-se o aniversário dele nessa data para escapar da concorrência de outras festas chamadas por aí de pagãs. Ele pode até ter escapado das outras festas pagãs, mas do Papai Noel...não teve jeito não!



Outra coisa interessante do Papai Noel é que ele entrega o presente de todas as pessoas. Coisa mais engraçada do mundo. O pai compra uma bicicleta para o filho e diz que foi o Papai Noel que trouxe. E o pai trouxa gasta dinheiro e os filhotes ficam achando que ele não deu nada pra eles de Natal, afinal, quem deu a bicicleta foi o velho tarado lá. Um perigo...uma bobagem.

Concluimos que esse Papai Noel é uma figura nefasta e perigosa. Roubou a cena no aniversário desse Jesus de tal forma que ninguém houve falar dele no Natal! Convence as pessoas a falarem que os presentes por elas comprados foi ele quem deu!!! A coisa é tão feia que depois de uma certa idade as pessoas desenvolvem um processo de negação!! Todo mundo fala que ele não existe apesar dele estar em todo lugar! Isso ou é um processo psicológico de defesa ou é coação! Afinal, pelo que fiquei sabendo, esse Papai Noel só da as caras uma vez ao ano, no mês do Natal, e já chega de saco cheio!!!

De qualquer forma, desejamos um Feliz Natal para todos, e vê se vocês lembram um pouquinho do aniversariante Jesus, tá?







sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A Fruta!

Poucos sabem, mas a fruta favorita de toda a cigana é o limão.

Não sei se elas são chegadas a uma caipirinha, ou se gostam de uma limonada gelada em uma ensolarada tarde fervente, ou se até mesmo gostam de espremer pequenas frações da fruta em peixes e outros alimentos.

O que é certo é que muitas ciganas ao voltarem para casa e serem confrontadas a indagação:

- O que você fez hoje?

Respondem:

- Ahh..eu li mão.


domingo, 21 de novembro de 2010

OgroDiário - Dia 4 - Escuridão

Aqui é assim. O vento sopra mais forte, acaba a luz. Não precisa nem chover, não precisa que altas taxas de trovões e relâmpagos polvilhem o céu, basta um vento forte...e pluft, ouve-se um bzzzzzz em algum poste e as trevas dominam o ambiente.


Então após uma longa jornada, conforme mencionado na minha última bostagem, que rendeu alguns hematomas, consegui chegar ao telefone e ligar para a ESCURO (Energia Sustentável - Central de Usinas e Reciclagem de Ogroland). Ai começa a ladainha...

- Senhor, para sua maior comodidade, deve estar em mãos o seu código do cliente. Pode me informar o seu código do cliente?

Tenho que pacientemente informar à moça que demorei vários minutos, várias quinas de móveis, várias topadas nas paredes e portas para conseguir fazer a trajetória entre geladeira e telefone sob a mais densa escuridão e, portanto, não, não tenho o código de cliente em mãos e nem vou ter, porque não desenvolvi ainda a minha visão noturna para procurar papéis a noite sem luz.

- Certo senhor, pode me informar o endereço da sua residência?

Isso é mais fácil. Informei com imensa gratidão o endereço de minha humilde toca.

- Muito obrigado, só um instante senhor.

É impressionante como um instante de qualquer serviço de atendimento telefônico é demorado. Será que eles trabalham em outra dimensão de tempo e espaço em que um segundo nosso equivale a cinco minutos deles?

- Muito obrigado por aguardar. O seu número de protocolo é 095034309480918080, anotou?

Anotar como? Tô no escuro, sem enxergar nadica de nada, como é que vou achar papel e caneta pra anotar um código de quatrocentos algarismos? Falo isso com a atendente e ela nem liga, continua a vomitar os números todos até o fim e no final informa que é norma da empresa e mesmo eu não podendo anotar ela tem que falar. É...faz todo sentido.

Não percam!!! Amanhã o fim desta aventura desprovida de luz.
 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

OgroDiário - Dia 4 - Escuridão

Quer coisa melhor do que chegar na sua toca, depois de um dia se esfalfando na labuta, abrir a geladeira e saciar aquela fome combinada com ansiedade, jogando qualquer coisa que exista dentro da grande caixa refrigeradora pra dentro? Quer coisa mais ogra que não diferenciar salgado de doce, frio de quente, apenas encaminhar tudo pelo sistema digestivo não importando a ordem das entradas?


Pois é. Dia desses após deixar minha esposa Karinogra na aula, rumei com meu carrogro, debaixo de uma chuva de cegar mogrorista, para toca. Os pimpolhos estavam na casa da vovogra, uma imensa ogra oriunda da África capaz de amedrontar o mais intrépido aldeão apenas com uma risadinha, assim sendo planejei chegar em casa, encher a pança, banhar minha carcaça, buscar os pequenos e rumar para buscar minha amada ogra na aula.

Ao abrir a geladeira veio a grade decepção. Quase que automaticamente acabou a luz na minha toca. Como para complicar a situação ainda estava chovendo nas mesmas quantidades que transformaram Noé em um popstar bíblico, com o apagão veio uma total escuridão, tão densa que não enxergava um palmo a minha frente.

E então, o que fazer? Fiquei lá parado, olhando para dentro da geladeira sem nem conseguir enxergar o que tinha lá dentro. Convicto de que para preencher o vazio interior que assolava meu estômago de forma completa e segura eu teria que trazer a luz de volta ao meu lar, disparei em busca da solução para a contenda energética.

Fui então em busca do telefone para acionar a agência responsável pela luz em Ogroland, ESCURO (Energia Sustentável - Central de Usinas e Reciclagem de Ogroland), e após conseguir achar cada quina de móvel, cada dobra de parede, cada brinquedo espalhado pelo chão com as canelas, joelhos e pés, finalmente cheguei ao telefone.



E ai as dores de verdade começaram...

Não fique no escuro leitor! Em breve o próximo iluminado capítulo!

 

domingo, 31 de outubro de 2010

Halloween em Ogroland

Hoje fui surpreendido pelo meu filhote, Gabiogro, com a seguinte pergunta:


- Papai, você gosta de Halloween?

Respondi sem pensar duas vezes:

- Não, não gosto.

Essa restrita informação não contentou meu pequetito, e foi replicada com o inevitável “por que papai?” A minha tréplica foi a mais clichê possível, de que a festança de Halloween não tem relação com nosso país, não é nossa, então num gostcho.

Entrei no carro, liguei o som, e coloquei um CDzim de rock para embalar meu caminho de volta. O primeiro acorde de For Whom The Bell Tolls, do Metallica, também foi um grito de acorde e minha ogra cabeça estalou! Que fina ironia! Falo que não gosto de Halloween por ser uma festa ééééstrangeira e gosto de rock como se ele não o fosse.

A diferença é que quando eu era da idade que meu pequeno rebento tem hoje não havia o Halloween aqui, mas já existia o rock, portanto, ele de certa forma já estava impregnado na sociedade em que eu nasci e cresci. E não é só de rock que podemos falar. Nossa representação cultural como um todo, não é sempre composta pela união dos mais diversos aparatos importados dos mais inusitados lugares?

Ora, ora, pensemos: Em Ogroland, há uma cultura local? Ogroland, para quem não sabe, por ser um território extremamente democrático desde o início de sua história, séculos antes de Cristo, vem recebendo imigrantes das mais diversas nações, o que dificulta a identificação da cultura ogra original, que era oral e não foi registrada, caso similar ao dos Celtas, não o carro, o povo.

Neste território as culturas dos mais diversos países se fundiram, o que torna impossível a rejeição de um ou outro elemento por não ser oriundo de nossas terras. Não sei como é ai no país de vocês, nobres leitores, mas aqui é um baita mexidão.

Hoje associamos o Halloween aos EUA, porém, as origens dessa festividade são Celtas, que comemoravam entre 30.10 e 02.11 o Dia dos Mortos, passaram pela Idade Média, onde ganharam do Tribunal do Santo Ofício o carimbo de Dia das Bruxas, e foram processadas no caldeirão comercial americano que consegue transformar até velório em sucesso de vendas. Bruxa também há em um país chamado Brasil, segundo maior leitor mundial de Ogroland, tendo em vista que a Inquisição chegou a catar uma e outra bruxinha por lá e exportou-as para Portugal, para participar dos famosos Autos-de-Fé.

Assim sendo, revi minha posição. O Halloween é apenas mais uma peça nesse variado quebra-cabeça que jamais acaba e nunca está pronto, que chamamos de nossa Cultura. Assim sendo, me aproprio do velho chavão americano para finalizar esta bostagem e questiono, senhoras e senhores, gostosuras ou travessuras? Ou ambos????

Quizz Eleitoral!

Nós em Ogroland, através do DICA (Departamento de Implicações de Controle Autoral) zelamos por não divulgarmos material que não seja produzido em âmbito Ogro, porém, esta piadinha veio de um amigo ogro, Thiogro, e acrescentamos um toque ogrolês, prontcho. Tá postado:

Questã!
Porque Dilma não sobe em árvore?
Resposta:
Vai que o José Serra?
Ela fica com medo Dilma chucar...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Rádio Nacional de Ogroland apresenta: - Iron Maiden - Fear Of The Dark

Medo de escuro não é coisa de ogro, mas é claro que o Ogro em questão é o Eddie!
Que foi? Não sabia que ele é Ogro não?
É um mosgro-vivo!

sábado, 2 de outubro de 2010

A fila!

Nós primórdios de um município em Minas Gerais, no Brasil, foram construídas várias casas para abrigar o que viria a ser a população do então modesto vilarejo.

Como o vilarejo foi muito bem planejado, as pessoas só viriam morar em tal lugar quando todas as casas estivessem prontas. Quando tudo estava prontinho, cheirando a novo, lindo e habitável, o dono do vilarejo chamou o pessoal para escolher as casinhas que mais lhe parecessem simpáticas, e assim escolhessem seus respectivos cafofos.

Ai foi um bafafá dos diabos. O povo brigava pelas casinhas mais perto do Rio, outros queriam as mais afastadas, no alto do morro para fugir dos mosquitos, e a discussão pelas casas foi se acalorando e apimentando.

O dono do vilarejo então, cansado de tanto chilique, resolveu analisar caso a caso, sentou-se numa mesinha na praça principal e mandou organizar uma grande fila, para que pessoa por pessoa sentasse a sua frente e escolhesse seu lar, doce lar.

A fila formou-se. Uma grande, sinuosa e como sempre, chatíssima fila.

Um ogro, que pretendia escolher seu habitat, estava revoltado com um rapaz a sua frente que o tempo todo ficava conversando, ou absorto em seus pensamentos, e não percebia que fila andava. E toda hora o ogro tinha que falar:
"Cara, anda aí!"

E assim de tanto ouvir o ogro na fila, o dono do vilarejo escolheu e batizou o nome da cidade:

Carandaí!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Amizade - Um dos tesouros mais preciogros.

O que pode fazer a gente considerar alguém como amigo? A palavra amigo não deve ser usada com leviandade. Ela possui uma aura sagrada, não é pra ser desperdiçada, não pode ser atribuída a qualquer um, ou acaba perdendo encanto. É como aquele véi deitado: amigo é amigo, colega é colega.

Mas no frigir dos ovos, quais critérios envolvidos para podermos carimbar a testa dos outros com o cargo de amigo? Afinidade seria um deles, mas eu, por exemplo, tenho amigo que é quase o meu oposto, quase um eu virado ao avesso, portanto, não é o mais importante. Anos de convivência também contam, mas a longevidade não é o principal.

Depois de muito matutar, os ogros reunidos para analisar essa questão amistosa chegaram à conclusão que o que mais conta numa amizade são duas coisas: a mão dupla e o teste da distância.

Eu posso gostar muito de uma pessoa, mas se tal pessoa é refratária a tal dedicação, ela é só alguém que eu admiro, mas não é um amigo porque não passou no teste da mão dupla. Pode ser por isso que no dicionário Michaelis, amizade tem uma de suas definições como “reciprocidade de afeto”.

Agora o teste da distância é o mais interessante, parece até que envolve certa magia, porque você passa anos sem encontrar a pessoa e ainda assim sente ela presente, e quando encontra parece que o último tchau foi no dia anterior. Isso é mágica!

E mesmo que não encontre nunca mais. Aquele sentimento de amizade vai estar sempre vivo, imaculado, e resiste aos ventos dos tempos sem sofrer um arranhão.

Estar com a pessoa que chamamos de amigo é sempre bom, não interessa o momento em que você esteja ou o momento em que o outro está. Ela pode estar de mau-humor, mas estar com ela é bom, e você se diverte com o mau-humor dela, e tenta fazer passar. O silêncio entre os amigos é harmonioso, confortável, e não há aquela ânsia para que ele seja quebrado. E também não tem aquele negócio de que amigo é quem você pode contar a qualquer momento. O amigo não tem obrigação de estar disponível para você 24 horas por dia. Ele é um companheiro(a), não é um súdito(a).

A distância, por sua vez, não é medida em km no caso de uma avaliação de amizade. O amigo pode morar no seu prédio e estar distante, mas ele esta presente em você, e não perde o título adquirido mesmo se vocês passem meses sem se ver.

É aquela velha história, eu cavo, tu cavas, ele cava, pode não ser bonito, mas é profundo, não é?* Este post, nada ogro, é para lembrar que os amigos são alguns dos tesouros mais preciogros da vida. Se você os tem, conserve-os. Se você não tem nenhum, tá lascado! Tem algo errado com você, meu fi!

Abraço apertados aos meus amigos e amigas! Aonde quer que vocês estejam, vocês estarão lá! Meldels!!!

*by MVP
** a música abaixo é pra galera do 519. Qualquer dia, amigos, a gente vai se encontrar!

sábado, 4 de setembro de 2010

O Doce da Nema

Ainda em Ogroland, em sua Juventude, vivia Nema, a Ogra, que ao se mudar para um país chamado Brasil acabou, sem intenção, batizando uma famosa praia (ver http://ogroland.blogspot.com/2010/07/butecao-da-nema.html).


Desde jovem os dotes culinários de Nema sempre levaram ao sétimo céu o sentido ativado pelas papilas gustativas dos mais exigentes glutões. Isso enchia de alegria o lar da prendada cozinheira, que nunca precisou chamar ninguém para almoçar e jantar, chegando a hora de tão tradicionais refeições, que já houve o tempo em que eram feitas com todos os membros da família sentados juntos à mesa, todos os filhos e marido de Nema já estavam babando aguardando os manjares da ogra.

Nema tinha três filhos, três belos e saudáveis ogrinhos. Hudicleiton, Fabicleiton e Juscicleiton eram os nomes dos pimpolhos, popularmente conhecidos por Dim, Bim e Zim.

Doces sempre eram feitos para os filhinhos de Nema, mas uma regra era clara, cada filho tinha um tipo de docinho que era seu, não podendo comer o doce do irmão.

Dim e Bim ficaram no preju, afinal, o doce de Hudicleiton era o mais gostoso, e sempre que Zim e Bim tentavam saborear tal guloseima Nema avisava:

- Esse não pode! Ele é pro Dim!

Escrito como se fala, “pu Dim”...

Assim batizou-se o pudim, e mais uma ogrorigem foi decifrada.

domingo, 22 de agosto de 2010

Kami, O Piloto!

Poucos conhecem a triste história do piloto Ogronês, Kami. Ogroland Kami, um jovem e idealista piloto de país onde o pessoal nasce com olhinho puxado.


Kami, que na verdade era ogro, tinha uma namoradinha, muito bela, que se chamava Kama. Apesar da paixão entre os pombinhos crescer viçosa como um pé de alface, e das juras de amor passarem do estágio efêmero para ganharem ares e desenhos de eternas, Kami não resistia à paixão que voar exercia sobre sua ogra alma.

Quando estourou um conflito entre vários países do mundo, Kami foi convocado para participar. E ai a relação amorosa de Kami transformou-se numa sucursal do inferno na terra!

Kama e toda sua família começaram a fazer mais pressão que panela para que o enlace amoroso dos jovens pombitos fosse oficializado, ou seja, casório pros dois. Sogra, cunhados, tios, passarinhos e cachorros da família de Kama palpitavam sem parar que o matrimônio deveria ocorrer antes da viagem de Kami pra Guerra.

Kama ainda começou a ter crises violentas de ciúmes, chegando uma vez ao ápice de atirar contra Kami um pedaço de repolho roxo. Ligava sempre que Kami não estava perto dela pedindo satisfações de horários, localidades e acompanhantes.

Insensível a pressão da família Kami foi para a guerra. Durante um vôo em batalha seu celular tocou...era a sogra de Kami que falava: Kami..case logo com minha filha. Passados cinco minutos liga Kama: Kami...case comigo. Nem bem havia desligado o telefone liga o bisavô de Kama, de 121 anos e fala: Kami...case com minha bisnetinha linda!

Foi demais para Kami, que em ato de desespero lançou seu avião contra um navio inimigo!

E assim, foi o ataque foi chamado de Kamicaze, devido às últimas palavras ouvidas por Kami. Como diz aquela música do Metallica, triste, mas verdadeiro.


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Rádio Nacional de Ogroland apresenta: Fintroll - Trollhammeren

Martelo do Troll????
Assim não tem jeito. Espaço na nossa rádio garantido por direito de similaridade.
Finntroll na orelha!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sexta-Feira 13!! Buuuuu

Daqui a poucos minutos, já que o Departamento de Comunicação de Ogroland está postando este informativo por volta de 23:30, chegaremos na funesta e macabra sexta-feira 13. A simples menção desta data tão carregada de crendices e receios supersticiosos já é suficiente para manter algumas pessoas escondidas tremulamente debaixo da cama até que o relógio ressoe as doze badaladas, e o dia 14 floresça lampeiro e sereno.


Ogroland refuta toda essa baboseira. Aqui não há lugar pra superstições, nem para super-homem, nem para super-nani, nem para superbonder, porque aqui isso não cola! Ogros não acreditam em sorte e azar. Uma determinada cadeia de acontecimentos que resultam em alguma coisa não é chamada de fortuna em Ogroland! Não é chamada de nada. As coisas acontecem porque tinham que acontecer, porque uma série de causas levou aquilo, e pronto.

Voltando à sexta-feira 13, a explicação mais aceita em Ogroland para que tal data faça o mais truculento Troll se borrar pelas pernas abaixo é a que relaciona tal data ao dia em que foi startado o processo de ataque aos Templários, importante instituição internacional da Idade Média que só respondia ao Papa, nem abanava o rabo para Reis. Felipe, o Belo (uuui), em uma sexta-feira, 13, de 1307, teria emitido o comando para encarcerar os Templários e assim dissolver a prestigiosa e poderosa Ordem Religiosa/Militar. Felipinho teria crescido o olhos nas imensas posses dos Pobres Cavaleiros de Cristo, e viu nas riquezas das garotos a chance de minimizar o imenso déficit da Coroa Francesa, lembrando que falamos de Coroa como o governo francês, e não uma véia francesa enxuta.

Claro que há outras explicações para a tal paúra de sexta-feira 13; coisas como Cristo ter sido crucificado em uma sexta e na última ceia haver 13 pessoas, Jesus e 12 apóstolos, ou como uma tal de Friga, da cultura nórdica se juntava com mais onze bruxitas e o capeta em pessoa para darem umas voltinhas inocentes, mas a versão acatada oficialmente em Ogroland é a templária.

O que torna a nossa sexta-feira 13 mais horripilante é que ela ainda caiu em um mês de Agosto, que é considerado o mês das bruxas! O mês em que as bruxas que foram queimadas nas fogueiras da Inquisição aproveitam e descontam chamuscando uma cosita aqui e outra acolá.

Já que para toda superstição foi encontrada uma causa plausível, nada de acasos ou ingerências de forças sobrenaturais sobre nossa agradável dimensão, podem aproveitas a sexcxta-feira 13 como sendo uma outra sexta qualquer. Não precisa fugir se encontrar gato preto, não entre em pânico por passar por baixo de uma escada e se algo te assustar muito, chuta que é macumba!!!


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Rádio Nacional de Ogroland apresenta: Motorhead - The Hammer

Sugestão de um estimado amigogro. Um dos melhores representantes da classe Ogra roqueira, Lemmy Kilmister. Dos primórdios do Motorhead, we bring to you: The Hammeeeeeeeeeer!

domingo, 8 de agosto de 2010

Índios Em Ogroland

Em Ogroland havia em um passado distante, tão distante que as névoas da história confundem mitos e fatos, duas tribos Ogrindios (????), cujos territórios eram separados por um caudaloso e turbulento rio. A tribo dos Watomá ficavam na margem leste do grande rio, enquanto a tribo dos Wavoce residiam na margem oeste.

Harmonia não era uma palavra apropriada para descrever a relação entre as duas tribos de ogros, e apenas o grande rio, que devido à ferocidade de suas águas tornava quase impossível sua travessia, impedia que uma guerra total limpasse as duas tribos do mapa de Ogroland.

Mas assim como no mais inóspito deserto de areias escaldantes, em que é possível por uma lasanha congelada para assar só de a largar dois minutos no chão, a vida floresce em refrescantes oásis, um caso de amor borbulhou nas inférteis terras de animosidade e desavença que eram as relações entre as duas tribos.

Os filhos dos chefes das duas tribos, dois jovens ogritos, enamoraram-se perdidamente e encontravam-se quando o sol fazia seu caminho pelo submundo, abandonando o mundo em trevas que protegia o secreto amor dos pombinhos.

Assim, Torosentado, dos Watomá, e Wakadypé, dos Wavoce, mantiveram seu enlace amorogro. Eles se encontravam escondidinhos e Torosentado sempre perguntava:

- Amor, eu sô seu mor?
E Wakadypé respondia, totalmente lânguida:
_ Ai mor, és!

E então, como a situação de guerra das duas tribos perdurava e ameaçava o futuro do jovem casal, eles fugiram para um país chamado Brasil e lá fizeram sua descendência frutificar.

Na hora de batizar a nascente tribo, não houve dúvidas, utilizou-se a frase tantas vezes falada por Wakadypé:
Ai mor, és! Assim fica comprovada a ogrorigem da tribo dos Aimorés.

domingo, 1 de agosto de 2010

Rádio Nacional de Ogroland apresenta: Helloween - Perfect Gentleman

Ogros também podem ser gentis e cavalheiros.
Como bem comprova este vídeo do Helloween, já com Deris nos vocais, ogros também podem ser Perfect Gentlemans.
Há o exemplo de um Ogro amigo meu, Chicogro (nome não real), que foi capaz de passar duas horas em um avião com uma colega, e para não incomodar tal pessoa, não soltou um único punzinho, apesar de estar com vontade.


quarta-feira, 28 de julho de 2010

O fim das ressacas em Ogroland

Em Ogroland havia um famoso farmacêutico, Ogrolino Medicando, que procurava há anos a cura para um mal. Sempre que Ogrolino bebia em excesso, além dos vexames habituais, tipo dançar macarena de cueca nas mesas dos bares, acordava no dia seguinte com uma baita dor de cabeça.

Essa dor de cabeça levava nosso ogro medicinal, um homem pacato, zeloso pai de família e afável esposo, às raias da loucura. A sensação era de estar com a caixa craniana dentro de um torno, o que era potencializado pelas reprimendas clássicas de Ogrolesa Maria, esposa de Ogrolino.

Em toda peripécia alcóolica de Ogrolino, Ogrolesa gritava pela manhã: “Levanta bebum safado”, “bebe mais miserento”, “tá achando que seu fígado é de adamantium?”; e o timbre levemente agudo da voz da carinhosa provocava fincadas profundas no cérebro de Ogrolino.

Tal situação não podia perdurar por muito tempo e o renomado Ogrolino empenhou todas suas forças mentais e espirituais para desenvolver um remédio que aliviasse suas dores de cabeça, provocadas por homéricas bebedeiras.

Depois de anos de pesquisa sua busca teve sucesso. Ogrolino achou a pílula que exterminava sua dor! Quase a mesma coisa que Percival achar o Cálice Sagrado!

Para batizar a abençoada cápsula de via oral, Ogrolino fez uma meiga homenagem à sua esposa. Sempre que ele estava bebendo, quando começava a ficar bem bebim, bem ruinzim mesmo, Ogrolesa avisava:

- Ogrolino! Para, cê tá mal!

Para não ficar igualzinho, para ce ta mal, Ogrolino trocou uma letrinha e soltou: Paracetamol!

E assim surgiu o famoso analgésico, Paracetamol.

Ilustrações Saturnino Rodrigues

domingo, 25 de julho de 2010

Rádio Nacional de Ogroland apresenta: Rolling Stones - Jumpin' Jack Flash

Muito receio por parte do Departamento Cultural de Ogroland, divisão musical, a respeito de colocarmos uma música dos Rolling Stones na Ogromúsica da semana. As recentes demonstrações de sorte do responsável pelas linhas vocais da banda, Mick Jagger, deixaram ressabiados os ogros que lidam com a escolha das músicas desta coluna.

Ficamos seriamente preocupados de que nunca mais ninguém visite este blog devido à zica que atribuem ao esquálido bardo, afinal, numa das últimas vezes que Jagger confiou na sorte ele engravidou um titã da inteligência do Brasil, uma tal de Gimenez.

Fomos assegurados, entretanto, que Jagger não traria tanta má sorte ao nosso Blog, já que alguém, em sã consciência, pode por em dúvida o sucesso alcançado pela banda que aqui se apresenta? Um registro histórico desta formação que ainda trazia Bill Wyman e Mick Taylor.

A presença ogra de Keith Richard, figura que a ciência não consegue explicar porque ainda vive depois de séculos de excessos roqueiros, anula qualquer sintoma de azar emitido pela figura de Jagger.

E quem dera eu ter o azar de possuir só 10% da conta bancária do caboclo!!! Depois ele que é azarado...

E vãobora! Todos berrando juntos:

But it's all right, I'm Jumpin' Jack Flash,


It's a Gas! Gas! Gas!



quarta-feira, 21 de julho de 2010

Butecão da Nema

Nos primórdios de um cidade famosa, de um país chamado Brasil, havia uma praia, muito bela, belíssima, onde havia a casa de uma velha, que poucos sabiam era Ogra.

A velha chamava-se Nema, e vivia sozinha em sua cabaninha à beira mar, se divertindo fazendo quitutes para ela mesma, e vez por outra, para vizinhos que se arriscavam em território Ogro.

De tanto receber elogios dos vizinhos a respeito dos seus dotes culinário, mesmo que ainda que desconfiada que tais elogios eram apenas uma forma dos vizinhos a adularem e assim evitarem de serem eles o aperitivo, Nema resolveu abrir um restaurante, ou melhor, um boteco, ou ainda melhor, um Butecão!

E para surpresa absoluta da velha Ogra, o estabelecimento virou sucesso absoluto. Nema fazia delícias da culinária Ogra mundial e seu restaurante aberto nos fundos do barracão na beira do mar, pelo seu estilo rústico e peculiar, acabou virando point famoso na cidade. Uma verdadeira referência cult!

Todos gostavam de visitar o Butecão da Nema, comer um olhinho de bode ao caldo de algas do mar, entre outras delícias, enquanto tomavam uma cerveja geladíssima e relaxam com o som aconchegante das ondas que iam e vinham, banhando os pézinhos, tamanho 48, de Nema.

Assim sendo, a população local, quando se aproximava o final de semana, já começava a se movimentar para se divertir no badalado local. E então quando as pessoas iam combinando o que fazer no fim de semana, era comum ocorrer a seguinte conversa:

- E ai? O que você vai fazer no fim de semana?

Resposta na lata:

- Eu??? Ir pra Nema, é claro!!

E do Ir pra Nema, reduziu-se para I pá Nema e então batizou-se a praia de Ipanema!

Mais uma Ogrorigem das coisas é decifrada!!!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Rádio Nacional de Ogroland apresenta: Lamb Of God - Redneck

Pancadaria sonora de alto nível de ogrura. Uma platéia tão ogra que mais parece saída de algum pântano lamacento de Ogroland!
Divirtam-se com o cordeiro de Deus.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Uma famosa marca é criada.

Vamos explicar mais um termo conhecidissimo do público que teve sua origem enevoada pela densa poeira do tempo. Este termo que possui local cativo no imaginário mundial e faz os gulosos, não só os gulosos ogros, revirarem os olhos nas cavidades orbitais em frenesi de prazer proporcionado pelo sentido palativo.

Entendamos, portanto, a Ogrorigem das coisas.

Joaozinho Ogro, quando pequeno, vivia na fazenda de sua tia Cristine, carinhosamente chamada de Tine, afinal, Cristine apelidada de Cris é muito comum, e ogros não são comuns.

Na fazenda Joãozim ajudava sua (do joãozim, não sua, viu?) titia querida, a Tine, no galinheiro, sempre com muita simpatia, para tudo que a tia pedia ele falava sim pra tia. Dava ração para as galinhas e fazia a tiagem, digo, triagem dos ovos, mantinha-as sempre quentinhas e livres de qualquer perigo oriundo de algum predador faminto.

Como as galinhas adoravam Joãozim!!! Um menino tão bonzinho que mais parecia um escoteiro que um Ogro. Ele sempre era saudado quando chegava no galinheiro, conversava com as cocós e elas sempre se apiedavam dos problemas do pequeno ogrinho, afinal, o que não falta às galinhas é pena, elas sempre ficam com pena, pelo menos vivas.

Voltando à vaca fria, apesar do animal em pauta ser galinha, Joãozim separa os ovos que estavam bons dos que estavam ruins, ajudando Tine que já não percebia direito essas coisas de tão idosa que estava. Joaozim entregava os bons à Tia Tine para que fossem usados na cozinha, em bolos, doces ou simplesmente mexidos, fritos ou cozidos. Os ovos que não estavam bons, serviam pra fazer um pó para doces diversos, inclusive milk shake.

Assim, com os ovos na cesta (sábado, domingos e feriados também), Joãozim ia entregando pra tia, e assim batizou o nome de um famoso milk shake:

- Ovo bom, Tine...Ovo mau, Tine.

Assim nasceu o milk shake Ovomaltine.

Viram? Tudo tem raiz Ogra em seu mundo!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Ogromúsica da Semana - Fomento

Da terra da torre inclinada: Fomento! Protejam seus tímpanos!!!
Atentado sonoro na Rádio Nacional de Ogroland!

domingo, 11 de julho de 2010

Fim da Copa do Mundo!

Olá, amigos de Ogroland!


Eis que nesta data, 11.07.2010, teve fim a FIFA World Cup, em que Espanha e Holanda fizeram a finalíssima, a apoteose futebolísica jabulaneira. Vamos aos fatos que envolveram a decisão do primeiro, segundo, terceiro e quarto lugares. Vem comigo vuvuzela! Fuooommm!

Alemanha 3x2 Uruguai

Ontem tivemos a decisão do terceiro lugar, entre Alemanha e Uruguai. A Alemanha, país que teve seu nome oriundo de uma Alessandra, apelidada Lê, que sempre fazia manha surpreendendo seus familiares (Aaahhh Lê, manha????!), venceu o país que tem insofismável influência de Minas Gerais (Urug UAI).

O grande artilheiro alemão, Klose, para quem não sabe foi batizado devido à relação entre os pais do garoto e o seu faxineiro brasileiro, Mirosvaldo, chamado carinhosa e afetuosamente de Miros pela família do pequeno Klose, que nasceu na Polonia. Acontece que Miros, sempre muito distraído, talvez pela idade avançada, quando arrumava a casa da família sempre esquecia do closet.

De tanto a família lembrar nosso Mirosvaldo de sua tarefa, surgiu o nome de batismo do segundo maior artilheiro da história das copas: “Miros, lave o closet”, que adaptado para o alemão: Miroslav Klose.

Espanha 1x0 Holanda

A Holanda, de Van Péssimo, bem que tentou, mas seu carrosel há muito que vem precisando de reparos, e como lembrado em outros comentários sobra a copa em Ogroland, deveria ter convocado o Batman e não o Robben.

Um time que através de diques consegue conter a fúria de Posseidon e manter as águas fora de seu território, tentou construir uma fechadura para conter a Espanha. O time espanhol, entretanto, tinha a Xavi e nem precisou usar Torres para demolir a defesa da terra da tulipa (não a de Chopp, a flor mesmo).

Em várias copas a Espanha afinou na hora de decidir Iniesta foi diferente, e, portanto, levaram o título de melhor seleção de futebol de todo o planeta.

Já que não tem mais Copa, vamos fazer um lanchinho na cozinha mesmo.

Até a próxima, Ogroleiros!!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Ogroland comenta as Quartas, na Terça!

Amanhã conheceremos os finalistas da Copa do Mundo 2010. Atenção amantes do esporte em que se chutam bolas!


Hoje conhecemos Rômulo, amanhã teremos Remo, ou será o contrário?? Quem será o lobo? Quem será a vovozinha?

Não comentaremos em Ogroland a derrocada de nossa seleção favorita, a de um certo lugar chamado Brasil. Antes da copa havíamos solicitado gentilmente à bruxa má que providenciasse uma maçã envenenada para um anão, o Dunga, ao invés de para a Branca de Neve.

A filha de uma bruxa da Bruxa má, entretanto, falhou mais uma vez e lá se foi Dunga para a África do Sul, deixando todo um país igual outro anão, o Zangado.

Hoje é terça, amanhã é quarta, mas as quartas já acabaram. Vamos aos duelos! Touché!

Uruguai 2x1 Gana

Nem sempre raça é tudo. Às vezes quem tem mais Gana acaba perdendo.

O juiz ainda prejudicou o espetáculo sendo rígido demais em expulsar um uruguaio só porque ele se confundiu achando que estava jogando vôlei e meteu a mão na bola. Povo mais incompreensivo.

Holanda 2x1 Brasil

Mil vezes não. Mais uma participação pífia do time que pelo jeito não amarela só na camisa. Educação é tudo, assim os mais velhos respeitam os mais novos, Robinho respeita Robben, que por sua vez nem precisou levar o amigo dele, o Batman, para acabar com o Brasil.

Argentina 0x4 Alemanha

Alemanha nos salvou de ver o Maradona pelado.

Paraguai 0x1 Espanha

Em um jogo em que ambas as seleções lutaram bravamente para não fazer gol, a Espanha levou a pior, fez gol, e lá vai para a batalha enfrentar a poderosa, temida, destrutiva, demolidora e avassaladora Alemanha. Os espanhóis, para dar mais velocidade ao time, pensaram em naturalizar Rubens Barrichello, mas o medo de ficar em segundo fez com que ficassem com Piqué, que pelo menos foi campeão mundial três vezes.

E assim foram as quartas. Agora espere a quinta, a sexta, sabadão, porque domingo tem decisão!

E tome vuvuzela!  Fuooommmmmmm!!!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Rádio Nacional de Ogroland apresenta: Slayer - Raining Blood

Chovendo sangue??? Literalmente????
Inofensivas barbichas que vão até a barriga????
Quem é o mais Ogro no Slayer? O vociferador Araya, o bebum Hanneman, o agressivo King ou o mutante Lombardo???
Ogroser ou não ogroser...eis a questão!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ogroland Comenta a Copa





Encerra-se a primeira fase da Copa do Mundo de Futebol, na África do Sul. Ogroland não se classificou para o mundial. Nem temos seleções!!! Nós ogros raramente praticamos esportes coletivos.

Acontece que em Ogroland gostamos de futebol, então resolvemos todos torcer por um país que se chama Brasil, não sei se vocês conhecem.

Visando informar os visitantes de Ogroland, divulgamos abaixo um resumo da primeira fase da Copa, de grupos, para que todos se situem dentro da competição.

Vamos à análise dos grupos:

Grupo A

Uruguai, México, África do Sul e França.
A França, que sempre mexe com o Brasil, não méxico a África do Sul, não méxico Uruguai e não méxico México!!!
Foi o grupo mais solidário. Todos deram uma mãozinha, tipo a do Henry, para ajudar a França a fazer a mala. Tchau!!!

Uruguai e México foram pras oitavas. E não México migo!

Grupo B

Não comento. Tem Argentina...eca.

Eca e Córeia do Sul foram pra oitavas.

Grupo C

Embate histórico entre colonizador e colônia! Desta vez, ao contrário do famoso 04 de Julho de 1776, Inglaterra e EUA ficaram no empate.

Foram os dois de mãozinhas dada pras oitavas, como nos velhos tempos.

Grupo D

Neste grupo a Alemanha mostra que não Sérvia pra nada, só enGana.

De qualquer forma ela vai pras finais, junto com Gana.

Grupo E

Você marca gol em japonês??? A Dina marca. Como marcou um só, e tomou três, pode se considerar uma Dinatoma.
Então IHolanda sentou-se a comer Camarões e foi serena pras oitavas.

Holanda e Japão foram pras oitavas.

Grupo F

Desde que perdeu Tcheco pro Grêmio, a Eslováquia deixou de ser Tchecoslováquia e nunca mais foi a mesma. Neste mundial se recuperou e mandou a Itália, que mais parecia made in Paraguai, de volta pras pizzarias, rodízios de massa e Cosa Nostra, mama mia!

Eslováquia e Paraguai se classificaram, mas se algum paraguaio te chamar pra comemorar, examine bem o Whisky.

Grupo G

Este é o grupo do Brasil. Não só o Mar fim tem na Costa, o futebol também acabou na Costa do Marfim e deram tchau pra África do Sul...pelo menos tão perto de casa.
Os países desse grupo são tão simpáticos ao Brasil que um até homenageou uma famosa cantora brasileira, a Gal Costa.
Todos sabem que esse país foi a copa Por Tu, Gal!

Brasil e Portugal foram adiante!

Grupo H

Grupo em que Espanha matou touros pra se classificar. Em último no grupo ficou Honduras, que de tão ruim deveria se chamar Honmoles.

Espanha e Chile avançaram.

Utilidade Pública!!!
Ograme-se para as Oitavas de Final:

Sábado, 26.06, 11:00:
Uruguai x Coréia do Sul
Sábado, 26.06, 15:30:
EUA X Gana
Domingo, 27.06, 11:00:
Alemanha x Inglaterra
Domingo, 27.06, 15:30
Argentina x México
Segunda, 28.06, 11:00:
Holanda x Eslováquia
Segunda, 28.06, 15:30:
Brasil x Chile
Terça, 29.06, 11:00
Paraguai x Japão
Terça, 29.06, 11:00
Portugal x Espanha



    

domingo, 13 de junho de 2010

Rádio Nacional de Ogroland apresenta: Melvins - Revolve

Apenas a visualização do vocal/guitarra já mostra prontamente a ogrisse da banda. Para ograr ainda mais, um baterista que massacra seu kit com a violência de um troll da floresta.
The Melvins, Revolve, para escutar/ouvir a semana toda.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Rádio Nacional de Ogroland: Black Sabbath - Heaven And Hell

Finalizando quatro semanas de Dio, que nos deixou órfãos neste mundo metalico, oferecemos para vocês Heaven And Hell, do Black Sabbath. Aumentem até doer o ouvido. Abraçogros e viva Dio, O MESTRE!

sábado, 5 de junho de 2010

Procissão

Ontem estava eu trabaogrando, em pleno feriado, quando pela janela eu e meus companheiros de trabalho vimos uma procissão. Enquanto víamos aquela imensa massa de gente andando pra lá e pra cá, mentira, só pra lá, pra cá ninguém vinha porque era a contramão da procissão, nos perguntamos a respeito da palavra procissão. Apesar de muitos não saberem, a palavra procissão é de origem Ogra. Vamos a tempos antigos e explicar a gênese de tal vocábulo.



Um padre de uma cidade (todo mundo já sabe porque as crianças corriam quando alguém gritava o último a chegar é mulher do padre?) estava muito atrapalhado com todos os fiéis em pé de guerra a respeito do que fazer com a imagem da Padroeira da Cidade.



Uns queriam que a Santa fosse levada pelas ruas do vilarejo até ao populacho local, outros queriam que a montanha que fosse a Maomé, e a cambada toda fosse pra dentro Igreja. Nesse cabo de guerra um legítimo Ogro deu o seu pitaco:



- Quem for a favor de sair pela cidade com a Santa sentem à direita da Igreja, serão chamados de os Pró, os que forem contra, sentem à esquerda, serão os Anti.



Contou-se e viu-se que tinham mais pró dos que contra, assim, o Ogro pegou a Santa no colo e decidiu:



- Os anti, se são contra a idéia, que fiquem ai sentados!
Os pró, se são a favor, bora levar a Santa pra dar um role!



E assim ficou...mudaram-se algumas letrinhas e ficou do jeito que o Ogro falou: procissão.


domingo, 30 de maio de 2010

SACO - Serviço de Atendimento ao Comentador de Ogroland

Estimado Visitante;

Seja bem vindo ao SACO (Serviço de Atendimento ao Comentador de Ogroland).
Aqui você será ogramente atendido sobre quaisquer problemas ocorridos em nosso território, que pode ser ogro, mas é limpinho.
Problemas envolvendo Ogros fora do território de Ogroland também podem ser reportados ao SACO, já que somos um órgão vinculado ao PINTO (Planejamento Internacional de Naturalização e Transferências de Ogros).

É uma satisfação receber seu comentário e ele será supimpamente respondido por nossa equipe.

Lembramos que dramas psicológicos podem ser resolvidos por nosso Psicogro, e problemas de ordens diversas, que não envolvam Ogros em demasia, podem ser postados no Murogro das Lamentações, ambos no Murogro das Lamentações, que pode ser acessado na Biblioteca Nacional de Ogroland.

Deixe seu recado e volte em algumas horas que sua resposta já estará on line, porque esta equipe tem prazer em deixar seu comentador feliz.

Bons comentários e voltem sempre.

Rádio Nacional de Ogrolnd apresenta: Dio - Holy Diver

Mais uma música da série de um mês em Homenagem ao pequeno grande homem. Sem trocadilhos infames, vamos dar um mergulhinho sagrado e pegar jacaré com Dio, Holy Diver.

domingo, 23 de maio de 2010

Rádio Nacional de Ogroland apresenta: Dio - Man on the Silver Mountain

Mais uma dedicada a Ronnie James Dio, o bardo favorito de Ogroland que faleceu após uma batalha contra um câncer de estômago. A música, Man On The Silver Mountain, executada por uma das muitas encarnações da banda solo de Dio, é do Rainbow. Escutem no talo.

sábado, 22 de maio de 2010

Vampiros

Visitantes de Ogroland,

Um certo assunto vem tomando espaço na mídia teen (saúde!) de Ogroland, e imagino se na esfera em que vocês habitam, a mesma praga também se prolifera. Aqui, o sucesso de uma determinada série literária, amplificada por uma produção cinematográfica, Credopúsculo, fez explodir o tema, penso eu.

Não que a moda seja exatamente nova, mas voltou para o topo com tudo. Lembro que há um tempo atrás o boom foi causado também por uma megaprodução do cinema, Entrevista com Vampiro, que no final trazia uma versão de Sympathy For The Devil, dos Rolling Stones, gravada pelo Guns n´ Roses. Para ouvi-la, basta clicar no Link do título desta postagem, mas não agora, né??? Lê primeiro e depois você clica, criança ansiosa!

As origens do vampirismo, nos levam às mais antigas civilizações. As tradições judaicas, gregas, indianas e até babilônicas são recheadas de sangue (ecaaa) consumido por vampiros. Na tradição judaica, inclusive, a primordial Vampira foi Lilith, primeira esposa sabe de quem? Do Adão!!! Éeeee...aquele mesmo..o que depois pegou a Eva Costelinha. Depois de um quebra pau entre o casal, talvez porque Adão ficou bebendo até tarde na rua, Lilith foi expulsa de casa, se juntou a um bando de demônios e se tornou a vampirona original.

Para os nossos tempos atuais, o vampiro mais famoso, pelo menos até que se sintam os efeitos do Credupusculo, é o Conde Drácula. Essa figura, estrela do romance de Bram Stoker Car, foi transpirada no governante romeno Vlad, de sobrenome Drakul, (sim amigos!!! dai veio o drácula!) que que tinha o hábito, reprovado pela vigilância sanitária de Ogroland, de empalar inimigos aos montes. Enquanto as vítimas entravam em agonia, o docinho de coco do Vlad se banqueteava com o bucólico lanchinho de torradas embebidas em sangue. Que figurinha dócil e meiga esse rapaz, gente!!!

Finda essa inútil viagem histórica, voltemos a febre atual. Tive que falar sobre esse tema aqui no Blogro porque fiquei espantado com a quantidade de material sobre o tema que a saga do Credopusculo trouxe em seu rastro. As livrarias estão abarrotadas de livros relacionados a série citada, e mais outras quinhentas do tipo que inundam também a programação televisiva. Todos querem ler os Diários de Vampiros, mas ninguém quer ler meu humilde OgroDiário, divulgado aqui em Ogroland. É revoltante.

Aqui na Ogroland a saga do Credopúsculo não fez sucesso. Dramalhões românticos envolvendo vampiros light que nem mordem nem saem da moita não fazem sucesso neste território. Aqui até as adolescentes são ogras e não digerem romances sangue com açúcar. Mas quem sabe depois do Crepúsculo, vem a Lua Nova, e acontecendo um Ecplipse, logo ao Amanhecer, algum Ogro passa a gostar desse treco??

Para finalizar o tema, uma sensacional charadinha vampiresca. Sabem por que vampiro não trabalha??? Por que trabALHO tem alho!!!
Uh tererê! Essa doeu no pâncreas!!!

Abraçogros!

Ps.: Essa postagem é dedicada a duas pessoas. Pra um grande amigo meu que jura de pé juntos que gostaria de ser vampiro, e para meu Gabiogro que sempre que tem festa a fantasia quer ir de "pampiro".

domingo, 16 de maio de 2010

Rádio Nacional de Ogroland apresenta: Heaven And Hell - I

Toda a Ogroland está em luto por conta do falecimento de Ronnie James Dio. Seja comandando o Black Sabbath, seja na relevante carreira solo, no Rainbow ou mais atualmente no Heaven and Hell, uma encarnação sabática, Dio tem influência incontestável para o Rock/Metal, e é sem sombra de dúvida o bardo favorito de Ogroland. Rádio Nacional de Ogroland reserva pra ele durante as quatro próximas semanas. Um mês de luto para o pequeno grande Dio.
Começamos com a potência lírica e vocal de I, do Black Sabbath, interpretada aqui pelo Heaven And Hell.

sábado, 15 de maio de 2010

OgroDiário - Dia 3 - O Demônio da Lagoa - Final Chapter

Nunca na história deste pântano houve uma história como essa! Chegamos ao final de nossa jornada, e como diria Gandalf, “não peço que não chorem, afinal, nem todas as lágrimas são um mal”.

Como havia dito no último capítulo, após a noite mal dormida devido aos episódios odiosos que envolveram nossa perseguição noturna ao besta fera, ao estranho ser que nos incutiu na alma um pavor indizível, me preparei para segunda-feira que anunciou sua chegada através dos primeiros raios solares e fui trabalhar.

O trajeto até meu trabalho leva pelo menos uma hora, então acomodei minha cachola cabeluda no vidro da janela do ogrobuz e fui satisfeito dormindo, quicando a cabeça no vidro, seguindo os balanços do veículo.

Mas eis que em um trecho em que o trânsito estava meio parado, bem lento mesmo, e eu dorminhocava babando igual um neném, uma visão meio que distorcida gravou-se em meu cérebro e disparou o sinal de alarme.

Era ele! Não, distraído leitor! Não era o motorista, nem o trocador! Era ele, O Demônio da Lagoa! O ogrobuz passou rapidamente por ele, com aquele andar mórbido, a mesma indumentária, capa preta até os joelhos, botas, a roupa preta, e a máscara bizarra com suas aberturas laterais.

Notei que outras pessoas transportavam os olhares curiosamente para a direção onde passou o funesto. Eu torcia para o buzão se distanciar rapidamente daquela criatura anormal, mas para meu desespero o trânsito parou de vez, nada mais andava, e só me restou acompanhar a passagem do elementar, torcendo para que o mesmo não associasse a minha ogra e cabeluda pessoa ao perseguidor da madrugada anterior.

E os segundos se passavam, e eu aguardando a passagem, suando igual tampa de marmita, esperando que meu destino fosse selado naquele encontro matinal com ele, o que quer que ele fosse.

Pelo canto do olho direito, notei o vulto negro chegando, e então ele estava passando ao meu lado, e eu o vi. E ele não me notou, mas eu o vi, e então, pela primeira vez me foi possível examinar o maligno com mais cuidado! E então, sem poder segurar mais as emoções que transbordavam do meu ser, abri a boca e deixei escapar uma sonora...gargalhada.

Meus amigos, como é ridícula a imaginação humana. Como ela pode ser manipulada, influenciada e conduzida por sugestões de sensacionalismos oriundos do mais puro pavor do sobrenatural, que se esconde em nossa parca racionalidade. Antes que vocês fechem a página da internet para fugir desse meu trololó vou explicar a situação e por ponto final nesta saga.

A capa preta era na verdade um roupão de banho velho amarrado por um cinto sem cor. As calças pretas estavam rasgadas a partir dos joelhos, o que causava a impressão de que o ser estava de botas, a camisa preta por baixo do roupão também devidamente esfrangalhada, e a máscara, a máscara....ah a máscara...nada mais era do que uma cueca preta enfiada na cabeça. Sim leitor, leitora, vovô, vovó, titia e sobrinho...o demônio da lagoa não passava de um....mendigo!!!

Aliviado como uma criança apavorada no escuro da noite, que liga a luz e percebe que não há nada saindo do armário (a não ser o Ricky Martin), ri satisfeito do papel de tatu que fiz. Passei duas horas da madrugada com a família inteira perseguindo um demônio que na verdade era só m mendigo.

Ah não! Depois dessa eu fecho o boteco e faço um pedido:

Se você encontrar com o Demônio da Lagoa, dá uma esmolinha pra ele, dá???

THE END



domingo, 9 de maio de 2010

OgroDiário - Dia 3 - O Demônio da Lagoa - Chapter Five

Plim plim!!


Mais um Chapter de nossa série. Hoje era para ser o último, mas ficou muito grande então fiz como Jack, O Estripador, e resolvi dividir em partes.

Vamos a um resumo para quem agora chega, lê apenas este capítulo e fica mais perdido do que filho de prostituta no dia dos pais. O ideal seria a leitura dos outros capítulos, mas haja paciência, né verdade? Então vamos lá.

Eu e minha pequena família andávamos por uma lagoa de Ogroland (na orla dela, afinal meu carro não é anfíbio e nem tenho o poder bíblico de andar sobre águas), altas horas da madrugada, quando nos deparamos com uma estranha pessoa, se esgueirando pelas sombras, trajando uma capa preta até os joelhos, todo de preto, e com uma estranha máscara no rosto, com jeito mais suspeito do que raposa guardando galinheiro.

Empenhados em defender nossos conterrâneos, iniciamos a perseguição ao sacripanta, que durou aproximadamente duas horas, com alguns episódios pitorescos. Voltamos para toca com sensação de dever cumprido, já que não houve nenhum ataque por conta do biltre.

Voltando ao presente, não presente de presente, de embrulho com coisa dentro, presente de tempo atual, mas um presente passado, porque apesar de estar escrevendo agora, estou relatando sobre um passado recente e então...ah..onde estava mesmo? Deixa pra lá.

Chegamos em casa ainda sob os efeitos psicológicos de nossa empreitada perseguidora, nos sentindo algo entre Constantine e Sherlock Holmes. Eu, sem nenhum constrangimento, confesso que fui me deitar apavorado. Exigi que a luz não fosse apagada por medo do coisa ruim ter nos seguido até em casa, e ficar me observando de algum canto escuro do quarto, para quando eu abrisse os olhos e chegar gritando, AAAAHHHH!!! Ecaaa!

Karinogra me esculhambou exigindo o apagar das luzes, mas rapidamente ganhei mais um adepto, Gabiogro já instalado em minha cama, debaixo das cobertas exigia também que as luzes ficassem, acesas. Abraçado pela solidariedade de meu pequeno filhote, também tomado de medo da hedionda criatura mascarada, vencemos a dura Karinogra, que concordou com a luz acesa.

Foi difícil pegar no sono, sempre dominado pelo pavor da inexplicável figura ser dotada de algum poder sobrenatural e vir puxar meu pé na cama. Ainda desenvolvi a teoria de que só eu e minha família é que víamos o desgracento, porque que o corredor passou por ele sem nem abanar o rabo, e a polícia fez o mesmo.

Mas dormi. Vi o sono chegando, pensei que aquilo tudo era uma bobagem, apaguei a luz e apaguei a mim mesmo.

Ainda naquela fase em que o sono não veio completamente, em que você está em algum lugar onde seu cérebro insiste em te manter acordado, mas não tem consciência de mais nada que acontece a tua volta, começando a ter sonhos desconexos, senti o toque leve de dedos no meu ombro, como que me chamando.

Meus amigos, sem levantar, sem ao menos tomar impulso, automaticamente, como se aqueles dedos gélidos tivessem acionado um botão de propulsão, dei um pulo da cama que colei meus cem quilos no teto! Desci caindo estatelado no chão e fui direto pra baixo da cama, fazendo o sinal da cruz e gritando: SAAAAAAAAAAAAAAAAI!!!!

Depois de alguns poucos segundo vi a cabecinha de Karinogra, com aquela cara de tédio, espiando pra baixo da cama. Obviamente fingi que aquilo era normal , devolvi o olhar de tédio, e disse que estava procurando meu chinelo. Perguntei então com o ar mais desinteressado do planeta se, por acaso, haveria ela me cutucado o ombro. Tomei mais uma esculhambada de minha digníssima que exigiu que eu ficasse acordado, agora também com Gabiogro, porque estavam ambos cagados de medo, e ainda fui acusado de ser o culpado de propagar pânico coletivo na família.

Passou-se a noite, e no outro dia, me levantei, banhei minha carcaça, e me encaminhei para o trabalho, mal sabendo o que me aguardava no caminho.

Amanhã, ou quem sabe, ainda hoje! O epílogo desta história macabra!

Ahuuuuaaannn (risada malévola!!!)

Salve-se quem puder!

Rádio Nacional de Ogroland: Moutain - Mississipi Queen

Esta não foi escolhida ao acaso. Sexta-feira, voltando de minha viagem, a caminho da Ogroviária, fui transportado por um motorista táxi muito mais Ogro do que minha própria pessoa.Para minha sorte ele vinha assistindo clássicos do Rock em um aparelhinho que possuia em seu carrogro. Para meu azar ele sabia todas as letras...e fez questão de cantar junto, com empolgação.
Eis um clássico reproduzido no aparelhinho do taxista, que por ter um guitarrista ogro (Leslie Moutain - quer coisa mais ogra que ser chamado de Montanha?) será apresentada nest rádio.

terça-feira, 4 de maio de 2010

OgroDiário - Dia 3 - O Demônio da Lagoa - Chapter Four

Olá leitor que acompanha esta infernal e aterradora história, tão dramática quanto a descida de Ulisses ao Hades! Lembra-se do último capítulo? Travamos contato visual com a besta fera, visual modo de dizer, afinal, a estranha máscara blindava o acesso aos olhos do estranho vulto humano. Ficamos temerosos de que uma vez detectada nossa presença, nos tornariamos alvo da perseguição, com o nefasto babando em ódio.
Mas isso foi apenas um surto de arrogância de nossa parte. Era óbvio que o ser infernal, que talvez tivesse mais de mil anos, não gastaria seu enxofre com meros ogros familiares que não ofereciam risco algum a sua fétida existência. E após ter nos congelado de medo, seguiu seu caminho, sempre nos trechos mais escuros, como se a luz o ferisse na pele, que nem exposta estava. E nós no mesmo ritmo. Voltas nos quarteirões para encontrar com ele de novo mais a frente. Duas horas de perseguição infrutífera e tediosa.

Até que em uma das voltas, não localizamos mais o bicho. E aí achamos que o bobão tinha desistido e voltado para sua casa ao lado de Lúcifer. Naquele momento apenas cinco formas de vida perambulavam pelas ruas: eu, os meus três familiares investigadores, e o nosso alvo, que não mais avistávamos. Estávamos cansados da perseguição e já fazíamos contabilidade do prejuízo da mesma, já que o tanque do meu ogromóvel não pode ser enchido com o meu xixi e sim com o óleo que se extrai dos pântanos de Ogroland, que depois de refinado custa muitos ogrolins de cobre (moeda local) o litro. Nos preparamos então para largar o bicho de lado e voltarmos ao nosso lar. Íamos sossegados, porque não havia mais vítimas potenciais para o demônio devido ao imenso deserto que se tornou a cidade, pelo avançado da hora.

No caminho de volta tivemos nosso último contato com nosso investigado, que talvez enfurecido pela derrota em sua busca por almas humanas, ou de uma carninha bem apetitosa, tenra e suculeta, destruía impiedosamente uns galhos de árvore, os arrancando com as mãos. Ele simplesmente pegava os galhos ao alcance de suas mãos e os arrancava, jogando-os ao chão, de modo rude. Largamos o tenebroso em seu delírio destrutivo e doidão, e fizemos votos que ele fosse se lascar para lá.

Cansados, mas com a sensação de dever cumprido, rumamos ao nosso humilde, mas aconchegante, lar. Lar, doce lar.

E assim termina este capítulo de nossa epopéia, esta verdadeira odisséia na proteção dos moradores de Ogroland.

Você acha que por acaso este foi meu último encontro com o facínora?? Não caríssimo, caríssima, baratíssimo e baratíssima leitores deste blogro!! Mil vez não!

No próximo domingo, será postado o último capítulo deste dramalhão macabrão!

Não perca o desfecho desta trama! O roteiro foi entregue para os principais veículos de imprensa de ogroland que deram sua opinião. Vejam as manchetes assim como chamadas da mídia:

"Um final mais surpreendente que O Sexto Sentido!"
Ogroland Post

"Uma apoteótica trama, que tira o ar do leitor do príncipio ao fim. Recomendado apenas para quem tem nervos de aço."
O Glogro

"O Demônio da Lagoa seria financiado com dinheiro de campanha do PT (Pântano dos Trolls)"
Vegra

"Eu não li, mas minha mulher leu e disse que é muito bom."
Ogro Santos - SBT (Siga o Blog Tá?)

"Ok, ok, ok! O Demônio da Lagoa foi visto com atriz global! É verdade! Eu aumento, mas não invento"
Nelson Rugrens - Rede TV

"Que graciiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinha!"
Hebe Camogro

domingo, 2 de maio de 2010

OgroDiário - Dia 3 - O Demônio da Lagoa - Chapter Three

E então...quando o encontro entre o corredor e o Demônio da Lagoa ocorreu, vimos com uma mistura de alívio e espanto que cada um seguiu seu caminho, sem nem ao menos demonstrarem ter notado um a presença do outro. Aquilo realmente foi de espantar, mas rapidamente entendemos o motivo. A vil entidade lagoal simplesmente não queria se banquetear com carnes masculinas. Ele deveria ter uma preferência pelas doces e macias carnes dos exemplares femininos da espécie humana.

Foi então que nossos olhinhos se iluminaram com as chamas da mais pura esperança! Uma viatura da Polícia de Ogroland veio com as sirenes ligadas em direção ao nosso investigado. A presença das forças armadas foi sentida também pelo safado, que parou sua caminhada firme, mas não teve tempo de se esgueirar ainda mais pelas sombras que protegiam e acolhiam a sua apavorante figura. Mas assim como o corredor, a polícia pareceu nem ver o capetão, talvez porque ele estava ainda camuflado pela roupagem preta que se fundia calidamente com a escuridão, e seguiu seu curso, fazendo barulho e piscando luzinhas tal qual um fliperama, jogando um balde d’água na nossa chama de esperança que falei láaaaaaaaaaa no começo do parágrafo.

Como o ataque não ocorreu, e como a polícia não o viu, continuamos a perseguir o demônio. Eis que no caminho, seguindo a orla, havia uma bifurcação, em que ou o biltre prosseguia ladeando a lagoa, ou subia por uma rua. Prevendo que a sinistra figura permaneceria na lagoa, onde a qualquer momento, na minha vasta imaginação, mergulharia e seguiria de volta para o inferno soltando borbulhinhas na água, eu e minha equipe de investigadores, Karinogra, Gabiogro e Rafogro, continuamos na lagoa, procurando vítimas em potencial que pudéssemos salvar.

E realmente a vimos. Havia em um ponto, esperado o Ogrobus, uma moça sozinha, que pelo avançado do horário também não sei o que estava fazendo ali. Na hora ficamos mais eriçados que porco espinho ao avistar um perigoso predador, e tal qual Sherlock, alocamos nosso ponto de observação, na tocaia, aguardando para salvar a indefesa donzela, inocente de seu breve destino.

Já eram quase duas horas de perseguição, mas sentimos que finalmente iríamos cumprir nosso dever cívico e salvar uma desavisada de um apocalipse antecipado. Mas realmente o bandidão estava de sacanagem com a gente. O maldito sopra farofa tomou outro caminho, e subiu pela bifurcação rumando para outro lugar. Por um lado ficamos até satisfeitos, já que ele desviou sua rota da moça que esperava no ponto do ogrobus, e também devido ao fato de que pelo caminho que ele tomou não seria mais possível se esconder pelas sombras, já que era uma área mais iluminada.

Não que eu estivesse muito querendo ver ele, não. Já imaginava um rosto diabólico, com órbitas frias que apenas com uma olhadinha de rabo de olho me deixariam até o fim da vida dormindo de luz acesa.

Tomados por coragem aceleramos nosso ogromóvel a toda, e nesse momento, meus queridos, minhas queridas, vocês que acompanham esta saga tão arrepiante, deu-se o momento mais dramático de nossa jornada. Quando viramos a rua, saindo da orla da lagoa e subindo em direção ao monstro, o mundo parou, tudo entrou em slow motion, o ar congelou, tive a impressão que um besouro que voava baixo parou de bater as asas e seu zumbido ainda assim se estabilizou, vibrando no ar, assim ó: bzzzzzzzz. O motivo de tanto frisson foi o contato visual com a macabra figura.

Abaixo de um poste de luz, na fina sombra que dele se projetava, o sinistro firmava-se, imóvel, dando a impressão de que nem o peito se movia com o inflar dos pulmões. O único movimento feito foi o de acompanhar lenta, mas firmemente, centímetro por centímetro, todo o movimento de nosso carrogro, com a cabeça seguindo a trajetória, a perscrustar o interior do veículo. Todos sentimos o gelo daquele meneio de cabeça. Arrastado, lento, como que gravando tudo que via...Karinogra fez - ohhhh, Gabiogro fez – creeeeeeeedo, Rafogro fez – dááaá ta, e então, como que para resumir toda situação, apenas uma palavra preencheu minha mente, com o som ecoando por toda a cavidade craniana, a imagem viva das letras de formando como um letreiro colocado no ponto mais alto de um prédio, com luzes coloridas: FUDEU! Agora que ele viu a gente vamos passar de caça para caçador!!!

E agora??? Lançar-se-á o hediondo voando em nosso calcanhares????

Curioso(a)(  )??

Aguarde nosso próximo capítulo!!


Rádio Nacional de Ogroland apresenta: Metallica - Wherever I May Roam

Já que Ogro da Silva está em viagem, em outra localidade de Ogroland, lá vai música sobre o tema estrada.
Todos no Metallica são oriundos de Ogroland.
Anywhere I Roaaaaaaaaaam....where I lay my head is home!

domingo, 25 de abril de 2010

OgroDiário - Dia 3 - O Demônio da Lagoa - Chapter Two

Como dito no Chapter One, decidimos chamar as autoridades competentes para localizar o facínora, porque estávamos convencidos, após longas rodas de discussão familiar, que o cachorro, safado e sem-vergonha estava apenas esperando uma vítima para o ataque.

Corri com o carrogro e parei em uma rua perpendicular à lagoa, de onde podíamos vigiar os movimentos do maldito, e ligamos pros homi.

Como eu estava ao volante, e poderia ter que arrancar em alta velocidade a qualquer momento, caso o Demônio percebesse que o vigiávamos em suas intenções nefastas, abrisse suas asas e voasse velozmente em nossa direção enchendo o ar com sons diabólicos, foi minha espogra que ligou para a policia. Com a voz trêmula e vacilante, ela contou que vimos uma pessoa com vestimenta suspeita e uma espécie de máscara, aberta dos lados, andando pelas sombras na orla da lagoa. O policial perguntou se por um acaso o suspeito estava abordando alguém. Respondemos já meio sem graça que não. Então o policial, muito educado e paciente, informou que se o elemento não estava abordando ninguém, não portava nenhuma arma visível, e nem estava em atitude suspeita, não poderiam acionar viatura e nem registrar ocorrência. Agradeceu e desejou uma Ogra Noite.

Completamente abandonados e sozinhos, e na convicção de que o nosso alvo mais cedo ou mais tarde ia fazer cocô no tapete, decidimos colocar na pauta de votações familiares se iríamos pra casa e largar esse caso pra lá, abandonando a sociedade aos ventos de sua própria fortuna, ou se continuaríamos nossa vigilância sobre o capetão. E segue-se a votação: Ogro da Silva, continua a vigília? Sim!!! Espogra: Sim!! Gabriogo: Yes! Rafogro: Tátchi daaaaaaaa. Empenhados do mais nobre sentimento de defesa do cidaogrão de Ogroland, continuaríamos vigiando cada passo do maligno. Levasse o tempo que levasse.

Durante a ligação para a polícia, e nossa votação ogrocrática, o rapaz, com sua indumentária suspeita, a capa preta, máscara e tudo mais, foi andando a passos largos pela penumbra. Passamos com o carro mais uma vez por ele, mas não conseguimos ver o rosto e nem ao menos ter noção do que era a máscara, porque a noite era escura, a visibilidade péssima e ao invés de nos ajudar ele atrapalhava andando pelas partes mais escuras do caminho, o que nos dava mais certeza ainda das más intenções da criança.

Nossa busca já se arrastava por meia hora, mas não esmorecemos em nossa decisão de evitar uma tragédia. Sabíamos que se tomados pelo cansaço voltássemos para o aconchego de nosso lamacento lar, iríamos ler na Folha de Ogroland no dia seguinte a manchete: “INOCENTE ATACADA POR SINISTRA FIGURA NA LAGOA DE OGROLAND NA NOITE DE ONTEM”. Não conseguiríamos viver com esse peso em nossa consciência.

Nossa estratégia era bem simples. Passávamos por ele na orla, virávamos a primeira rua a esquerda e apontávamos o carro para a lagoa, em algum lugar escondido, e esperávamos o miserento passar.
Até que num desses fragmentos de nossa ação, sentimos que a aparição de nossa criança estava levando mais tempo que o habitual. Desci um pouco carro, espichei meus olhinhos para ver se ele lá vinha e nada. Subi com o carro lentamente novamente, de ré, e voltamos ao nosso posto, abaixo de uma frondosa árvore, e continuamos ansiosos aguardando...esperando...vigiando...comecei a ser tomado pelo receio de que ele, percebendo que estava sendo seguido, tomou outro caminho, e poderia agora nos surpreender por trás.
- Karinogra, ta demorando demais a passar. Daqui a pouco ele aparece aqui do lado do vidro, ou por trás do carro...cadê esse homem, meu deus do céu!

Demos então a volta completa no quarteirão, por trás, para sairmos na lagoa mais a frente. Saindo na lagoa de novo percebemos que agora a coisa tendia a ficar mais preta do que peito de urubu. Um desavisado estava correndo na beira da lagoa, totalmente alheio ao risco que corria (corredor, risco que corria, tudo a ver), ele lá vinha em sua prática esportiva, com fones de ouvido, e trotando na direção contrária a do demônio, que não mais víamos, mas que se lá ainda estivesse, resultaria em um encontro potencial entre vítima e algoz.

Como não víamos mais o demônio, estávamos algo que tranqüilos, mas não mais que subitamente, vimos a vinda do monstro. Era o que temíamos! E agora? O que fazer? O serelepe corria alegremente em direção ao demônio, que finalmente encontraria sua vítima e teria a satisfação em suas apodrecidas necessidades de carne, ossos, sangue e almas humanas. O encontro era iminente, sem perceber a presença do inimigo, o atleta continuava sua corrida em direção ao ser. Poucos metros, 10, 5, 3, que agonia...vou me borrar todo!
A proximidade era tanta que não era mais possível que o corredor não estivesse vendo o demônio, que estava agora bem a sua frente, com sua passada mórbida! Acelerei o carro com tudo. Se o ataque ocorresse, jogávamos o carro para cima dos dois, e assim ao menos salvaríamos a alma da vítima das garras permeadas de enxofre da biltre entidade. Não havia mais espaço! Os dois vão se encontrar! É agora! E então...

Plim plim!

Continua no próximo Chapter!

Rádio Nacional de Ogroland apresenta: Exodus - Funeral Hynm

Gordo...vocifera palavrões a granel...berra tal qual uma vaca loca...insiste em achar que palco é lugar de aliviar os fluxos estudados pela otorrinolaringologia...
Prêmio Ogro do Mês para ele: Rob Dukes, Exodus.
E a música da semana pro ogrão.



quinta-feira, 22 de abril de 2010

OgroDiário - Dia 3 - O Demônio da Lagoa - Chapter One

Sentem suas bundas nas cadeiras! Deitem em suas camas e cubram a cabeça com lençóis e edredons e não deixem os pés de fora da cama! E não se esqueçam! Não apaguem as luzes!!! O ogrodiário de hoje é tão apavorante que só de relatar para vocês o acontecido eu entro em pânico! Uma paúra tão furiosa e irresistível que quase me faz perder o controle do fluxo intestinal! Preparados ou não, lá vai o relato.


Busquei meu ogrobook, nogrinho em folha, na casa de um amigo meu que trabalha com essas coisas estranhas chamadas computadores. Fomos eu, minha espogra, e meus dois ogrinhos, Gabiogro, de seis anogros e Rafogro, de um, buscar o mais novo habitante do nosso lar.

Na volta para casa, passamos por uma lagoa conhecidíssima aqui em Ogroland, que tem suas águas extremamente tóxicas, exalando um odor constante de coisas putrefatas, obscenamente borbulhante em sua imundice, com imensas camadas de podridão verde boiando à tona de seu espelho (???? Só se for quebrado e sujo) d’água, resumindo, uma maravilha da paisagem desta cidade ogra, uma delícia turística.

Pelo avançado da hora e por ser um feriado, não havia ninguém andando nas ruas, mas qual não é nossa surpresa, quando avistamos uma pessoa andando sozinha, meio que se esgueirando pelas sombras proporcionadas pelas imensas palmeiras, ele se movia lentamente, mas de forma decidida, cabeça erguida, aparentando estar convicto de seu caminho. Não dei muita importância à cena insólita, mas tão logo passamos pelo treco minha espogra, espantada, exclamou:

“Amogro!!! Você viu que coisa esquisita?”

Imediatamente respondi mentindo deslavadamente: “Não..num vi nada.”

“ Mas tinha um cara andando ali na lagoa, e ele estava de máscara.”

Como esse detalhe me tinha passado em branco, na mesma hora meus olhinhos até brilharam com a perspectiva de uma deliciosa investigação policial. Retornei o carrogro para passarmos de frente para o alvo de nossa curiosidade.

Meus amigos, minhas amigas, meus parentes, minhas parentas, meus desconhecidos, minhas desconhecidas, quando voltamos e passei devagar pela figura envolta pelas brumas, e examinei o ser com mais cuidado, senti imediatamente todo meu sangue congelar dentro das veias, todo o calor do corpo me abandonou, e um volume pastoso se fez sentir na parte de trás das minhas calças, que por sorte era marrom. Vestido com uma capa preta até os joelhos, uma calça preta, luvas pretas, e uma máscara não identificada, lá estava ele...o demônio da lagoa!

Senti pelo cheiro que subiu no carro que não foi apenas a parte de trás das minhas calças que se encheram, ao olhar para trás, minha esposa estava mais branca e gelada que uma avalanche nos Alpes Suíços, Gabiogro tampava os dois olhos com as duas mãos e não fazia questão de espiar por nenhum espacinho entre os dedos, Rafogro se pendurava na minha cabeça e gritava: “Dá, Dá, tiiiiiii, tatáaaaa!”.

Eu tinha a obrigação de tranqüilizar minha família nesse momento de insegurança coletiva. Então me revesti de coragem, respirei fundo, contei até dez, acalmei meu espírito, relaxei e “PUTA QUE PARIU, QUE PORRA É ESSA???”, gritei consciente de que meu controle dos nervos é realmente muito fraquinho.

- Karinogra, o que esse filho de capeta chifrudo com bruxa nariguda com verruga cabeluda tá fazendo esta hora da noite, sozinho, nessa vestimenta, com a cara tampada? Se tá escondendo o rosto é porque não quer ser reconhecido na hora de fazer merda! Meliante! Demente!
- Também acho! Credooooo...me dá seu celular, vamos ligar pra polícia de Ogroland agora mesmo!

Ligamos para a polícia e sabe o que ela falou? Não???? Quer saber??????

Então retorne amanhã...a saga do Demônio da Lagoa continua.

BuuuuuaaAAAhhhhhrraaaaaaaAAAAAaaaaaooooooWWWW (risada maligna).





domingo, 18 de abril de 2010

OgroDiário - Dia 2 - As Palavras Mágicas

Noite de domingo é para pensamentos estúpidos. Aquela sensação avassaladora provocada pela musiquinha do fantástico causa arrepios na espinha dorsal até do mais frio e truculento ogro. Quando após o último acorde ainda vem aquela vozinha mentirosa e declara: “É Fantástico!” é a senha para se jogar debaixo da cama e aguardar o apocalipse da segunda-feira. Aproveitando o ensejo do domingo a noite, me lembrei que existem palavras que por si só, independente do contexto onde elas sejam colocadas, me irritam profundamente. Tenho uma pequena lista desses vocábulos e no ápice do pensamento ocioso de domingo à noite, resolvi bloga-las aqui, em The Ogroland. Acho essas palavras inúteis, pomposas, podendo ser facilmente substituídas por outras mais simples e menos antipáticas. São palavras chatas, muito chatas, extremamente irc. Fiz meu top five. E as escolhidas são: Tanam!!!!!

5º Lugar – Saborosa.

Palavra fresca e enjoada. Fico ogrosamente incomodado quando escuto alguém falar: “a comida daquele lugar é muito saborosa”. Meu Deus! Que frescura da porra! Fala logo que a comida é boa, que é no máximo gostosa. Exercite a sua ogrisse e fale que a comida está boa pra c#!!$#%$!!! Mas soborosa não...tudo menos saborosa...palavrinha disinfiliz.

4º Lugar – Feliz/felicidade

Muito utilizadas atualmente. Está na moda a pessoa dizer que busca a felicidade, ou que quer ser feliz. Não acredito nesse conceito de felicidade e logo, essas palavras me incomodam. O que futilmente chamam de felicidade, para mim, é apenas uma compilação de estados de espírito, e você não pode nunca ter a arrogância de afirmar com todas as letras que é uma pessoa feliz. Se fizer isso, sem o auxílio do verbo ser no tempo/forma correto, os deuses te ouvem e podem achar que você está muito folgado, muito pimpão, e te arrumam logo um problemão para você largar a mão de ser besta. Ser feliz, portanto, é ilusório, uma condição volátil (não confunda com vou lá, tio nem com vô latiu) que a qualquer momento pode ser desfeita por um sopro da vida.

3º Lugar – Divertir

Outra palavrinha chata da porra. Suas variações também são igualmente irritantes. Vamos a um exemplo: se você termina de fazer qualquer coisa e diz que foi muito divertido, você é um mala, fresco e provavelmente enxuga o pinto com cotonete. Vamos usar exemplos de traduções básicas para o ogrolês:

Frescurite: “ esse nosso jogo foi muito DIVERTIDO.”  Ogrolês: “esse nosso jogo foi BOM PRA CACETE!

Mais uma, prestem atenção. Frescurite: “Me diverti até na festa do Juquinha.”  Ogrolês Arcaico: “A festa do juquinha tava legal.” Ogrolês Moderno: “Que festa do c#!%$#%$ a do Juquinha!!!”

2º Lugar – Brincalhão

Outra que pode ser trocada por outra expressão menos estridente e borbulhante. Ao invés de falar que o menino é brincalhão, diga somente que ele gosta de brincar. Se alguém fala que meu filho é muito brincalhão eu arrepio até os pelinhos do nariz de raiva. Palavra muito forçada. Nota 1, 37 pra ela.

1º Lugar – Alegre

A sonoridade desta palavra me leva ao ápice da repulsa. Escutar alguém falar que tá alegre me revolve o estômago de forma que a empadinha que eu comi oito anos atrás é regurgitada da mitocôndrias da célula onde ela foi parar. Quando escuto a palavra alegre imediatamente me vem à cabeça a imagem do palhaço Carequinha. Para piorar também vem à cabeça aquela voz, que não se entende como ficou presa no vinil, cantando que um bom menino não faz xixi na cama. Ogros comuns só deveriam gostar ou não de algo e nunca ficar alegre com elas. Eca!!

Que venha a segunda e que essa semana me poupe do top five acima.

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